Por que a vigilância foi uma das advertências mais repetidas na Bíblia?

O Senhor Jesus disse em Mateus 24:42: 'Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”.
A vigilância não foi uma fala isolada do Senhor Jesus. Ele insistiu repetidamente sobre o tema em diversas passagens, como em Mateus 24:44, Marcos 13:33, 37 e Lucas 12:37.
Em 1 Coríntios 10:12 também está escrito: "Aquele que pensa estar em pé, veja que não caia".
A vigilância é a sentinela contra a apostasia ou abandono da fé.
A apostasia pressupõe uma experiência prévia: somente quem foi iluminado, recebeu a Palavra e creu em Cristo pode, de fato, desviar-se da fé. Logo, o abandono da fé não pode ser atribuído a quem nunca creu, ou aos ímpios que estão distantes de Deus.
A vigilância envolve o cuidado de permanecer na fé. Uma vida espiritual sem vigilância pode nos levar à desobediência e um caminho fora da vontade de Deus: “Que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hebreus 3.15-19 e 4.11). “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Coríntios 13.5).
A Bíblia expõe exemplos de pessoas que receberam o Senhor, mas ao longo de suas vidas, acabaram tomando decisões que as levaram para longe de Deus.
Em Atos 5.1-11 conta o relato do casal Ananias e Safira que pertencia à igreja primitiva em Jerusalém. Eles deixaram ser seduzidos pela tentação do maligno e mentiram por amor ao dinheiro, caindo em perdição.
Em outro relato, vemos a história de Demas, um colaborador importante na equipe missionária do Apóstolo Paulo, que em dado momento, abandonou tudo por amar mais o mundo do que os riscos pelo Evangelho (2 Timóteo 4:10).
A Bíblia deixa claro que o amor ao mundo e o amor a Deus não caminham juntos (1 João 2:15). Amar o mundo não é odiar o planeta em si, mas sim o sistema de valores e prazeres que se opõem a Deus.
Se não vigiarmos corremos o risco de voltar à velha vida: “Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio” (2 Pedro 2:20).
As três parábolas de Jesus estudadas no Blog PMR: A Parábola dos Talentos, A Parábola dos Dois Servos e a Parábola das Dez Virgens (acompanhe os estudos clicando nos posts relacionados) são dirigidas aos “cristãos”. Elas ensinam que há dois grupos distintos e cada um será julgado pelo que fez com o que recebeu do Senhor.
Através delas, entendemos a necessidade de vigiar para andarmos em santidade, distantes do pecado e em constante comunhão com o Senhor por meio do Espírito Santo. Somos chamados a investir os talentos que Deus nos deu para sua glória e servir a todos com amor, especialmente, aos irmãos na fé em suas necessidades. Essas parábolas são um chamado ao autoexame a fim de que ninguém seja pego de surpresa no retorno de Cristo.
Estejam Vigilantes!
A Bíblia repete muitas vezes a palavra vigilância para nos despertar a compreensão de que a fé não é um evento estático, concluído no momento da conversão, mas sim uma jornada contínua de confiança e fidelidade a Cristo.
Uma vez salvos, somos chamados a desenvolver a nossa salvação com “temor e tremor” (Filipenses 2:12-13), vigiar e orar para não cairmos nas tentações (Mateus 26:41), praticar os ensinamentos da Palavra (Mateus 28:19) e permanecer firmes na fé até o fim (Mateus 24:13).
Estejam vigilantes! Cristo vem!
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