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Parábolas da Vigilância: A Parábola das Dez Virgens

há 41 minutos
5 min de leitura

Mateus 25:1-13 | ACF


¹ Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

² E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

³ As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.

⁴ Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

⁵ E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.

⁶ Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

⁷ Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

⁸ E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

⁹ Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

¹⁰ E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

¹¹ E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.

¹² E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que não vos conheço.

¹³ Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.


Jesus inicia a parábola segundo o costume da cultura judaica, em que a noiva e as virgens esperam pelo noivo em um momento da celebração do casamento.

   

As dez virgens representam os “cristãos” que creem e esperam a sua segunda vinda de Cristo. O noivo simboliza Jesus. O noivo demora a chegar e todas ficaram com sono e adormeceram.

   

Das dez virgens, cinco são descritas como sábias ou prudentes e as outras cinco como tolas ou imprudentes. As sábias trouxeram óleo suficiente para suas lâmpadas, enquanto as tolas não se prepararam adequadamente. 


As lâmpadas pertenciam a cada virgem, cabendo a elas a responsabilidade de mantê-las prontas e abastecidas com azeite que era indispensável para iluminar as ruas da época desprovidas de iluminação pública.


O Significado da Lâmpada e do Óleo


A lâmpada simboliza a Palavra de Deus (Salmo 119:105) e o óleo (azeite), de acordo com a Bíblia, a presença do Espírito Santo (Efésios 1:13-14 e 1 Samuel 16:13a):


"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho."

Salmos 119:105a | ACF


"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória."

Efésios 1:13,14a | ACF


"Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá." 1 Samuel 16:13a | ACF


A Bíblia diz: “... Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão (perdão) de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

      

  O Espírito Santo é enviado para habitar no cristão e ajudá-lo a caminhar segundo a vontade de Deus. A Bíblia compara a presença do Espírito Santo como fogo. Em 1 Tessalonicenses 5:19 está escrito: “Não apagueis o Espírito ou “Não extingais o Espírito.”


     Se a voz do Espírito for continuamente resistida em nosso interior, podemos abafá-lo até chegar a um ponto onde não será mais possível o arrependimento. Apagar não sugere uma atuação reduzida do Espírito, mas à sua total ausência na vida do indivíduo. 


   Na parábola, vemos que todas as virgens tinham óleo em suas lamparinas em um momento. Mas, com a demora do noivo, as lamparinas das virgens imprudentes se apagaram. Elas não vinham se abastecendo, nem tinham óleo armazenado. O texto destaca que as lâmpadas estavam “se apagando”, significando que, anteriormente, estavam acesas.

   

A necessidade de Vigilância Espiritual


A parábola das dez virgens serve como uma advertência para os crentes examinarem constantemente sua vida espiritual, mantendo-se em oração para fortalecer a fé contra as investidas do pecado e as fraquezas da carne. O próprio Senhor Jesus nos alertou sobre essa batalha: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

     

Devemos lutar de forma incansável contra o pecado. Pouco se fala a respeito disso porque a maioria das pessoas acredita que o pecado pode fazer parte da vida, sem maiores problemas e consequências, afinal, ninguém é perfeito. Porém, embora pareça impossível, podemos vencer o pecado porque Deus prometeu graça para quem desejar obedecer e viver pela fé. 

    

  Talvez o Espírito Santo tenha trazido à luz pecados específicos em sua vida, mas você vem resistindo, justificando para si mesmo que não é tão ruim em relação ao comportamento da maioria das pessoas. Não siga a maioria, nem se compare com os outros, mas com Deus, sabendo que Ele é santo e esse é o padrão: “Sejam santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1:16).

   

  Ainda que não estejamos livres da possibilidade de pecar, quando acontecer, devemos confessar os nossos pecados com a pronta disposição de abandoná-los em obediência à vontade de Deus. Assim, manteremos ativa a presença do Espírito Santo em nós.


Em 1 João 1:9 diz: “se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.


Em 1 João 3:24: “Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem em Deus, e Deus permanece neles. Desta forma sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.” 

     

Vemos na parábola que a preparação espiritual do cristão é pessoal e não pode ser transferida. As cinco virgens imprudentes não vinham se abastecendo, nem tinham óleo na reserva. A resposta do noivo, que diz: “Não vos conheço”.

   

É importante deixar claro que as “cinco virgens imprudentes” não se referem aos incrédulos, ou aos que nunca ouviram o Evangelho. A parábola ilustra a situação daqueles que creem na volta de Jesus e carregam consigo a Palavra de Deus. No entanto, o seu interior está vazio. 


Encontramos em Mateus 7:23, outra frase dita por Jesus: – “nunca vos conheci, vós os que praticais a iniquidade”. Contudo, em Mateus 25:12, na parábola das dez virgens, Ele diz: “não vos conheço”. A diferença entre o "Nunca vos conheci" e o "Não vos conheço" revela os estados espirituais distintos no momento do encontro com o Senhor. 

   

Lembre-se que não é o início da caminhada com Cristo que define a entrada nas bodas (Reino dos Céus), mas a condição espiritual no instante em que o Noivo chega.

    

Existem cristãos que não perderam totalmente a sua vida espiritual, mas suas lâmpadas estão ficando fracas, quase se apagando. É tempo de despertar e buscar o enchimento contínuo do Espírito Santo para estarmos prontos e não sermos encontrados desprevenidos, vazios do Espírito e sem comunhão com Cristo.

   

A Palavra de Deus diz: “enchei-vos do Espírito Santo (Efésios 5:18); "Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós." (2 Timóteo 1:14);


E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”(Efésios 5:18-19).

   

Muitas vezes gastamos tanto tempo com distrações, redes sociais, ocupações e não percebemos que essas coisas podem contribuir para falta de vigilância e um esfriamento espiritual.

    

Cultive uma vida de adoração ao Senhor e rendição contínua à Palavra de Deus. Seja cheio do Espírito Santo porque essa é a vontade do Senhor para você!


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